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Alerta! Cuidado com o risco de afogamento no verão

Escrito por Marielly Campos

Até mesmo um balde esquecido na cozinha pode ser perigoso para as crianças; ONG da dicas de como prevenir acidentes

Da Redação

Supervisão de um adulto é fundamental para brincadeiras na praia ou piscina - Foto: GuillaumeViallon0/Pixabay

Supervisão de um adulto é fundamental para brincadeiras na praia ou piscina – Foto: GuillaumeViallon0/Pixabay

A chegada da estação mais quente do ano deve vir com um alerta para os pais: o risco de afogamento. Segundo a ONG (Organização Não Governamental) Criança Segura, “a facilidade com que este acidente pode ocorrer agrava-se devido a duas características principais do afogamento: ele é rápido e silencioso”.

Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2013, 1.107 crianças de zero a 14 anos morreram afogadas. Este tipo de acidente também pode deixar sequelas graves nas crianças. Em 2014, 200 crianças foram internadas, vítimas de afogamento no Brasil.

Os afogamentos e todos os outros acidentes somados representam a primeira causa de morte e a terceira de hospitalização de crianças de um a 14 anos no Brasil.

Para evitar, pais e cuidadores devem estar sempre alertas. “Em casa, por exemplo, é importante lembrar que apenas três dedos de água em um balde esquecido na cozinha já representam perigo significativo para uma criança que está começando a andar”, esclarece a ONG. Como os bebês têm a cabeça mais pesada e gostam de brincar com a água, podem se virar e não conseguir mais voltar.



“Apenas dez segundos são suficientes para que a criança fique submersa na banheira; dois minutos são suficientes para que a criança, submersa, perca a consciência e de quatro a seis minutos para que a criança fique com danos permanentes no cérebro”, alerta a organização.

Prevenção

A supervisão total de um adulto durante as brincadeiras com água, seja em baldes, banheiras, mar ou piscina é fundamental para evitar acidentes. Além disso, a entidade indica ainda outros cuidados. Veja abaixo:

– Incentive a criança a usar colete salva-vidas;
– Esvazie e armazene em locais altos os baldes, bacias e banheiras após o uso;
– Feche vasos sanitários e banheiros;
– Tampe ou esvazie o tanque;
– Esvazie piscinas infantis;
– Tampe com lona bem presa as piscinas portáteis após o uso;
– Cerque as piscinas com grade ou muro, com altura superior a 1,5 metro;
– Ensine a criança a nunca chegar perto da água sem a supervisão de um adulto;
– Ensinar flutuação para as crianças a partir dos dois anos de idade e a nadar a partir dos quatro.







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Marielly Campos

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