Saúde

Conheça seu plano de saúde e evite surpresas durante a gravidez

Escrito por Marielly Campos

Observar detalhes sobre o serviço contratado ou a contratar pode garantir o acompanhamento pré-natal e a cobertura de consultas dos primeiros dias do bebê

Da Redação

gestante - Ana Nascimento MDS Portal Brasil

O acompanhamento pré-natal pode ser coberto pelo plano de saúde, mas devem ser observadas as regras do contrato – Foto: Ana Nascimento/MDS/Portal Brasil

A gravidez, em geral, é um momento de muita alegria e expectativas, mas também pode trazer algumas preocupações. Principalmente em relação à saúde da futura mamãe e do bebê. Durante o período, aliado aos momentos de preparar o enxoval, escolher o nome e cuidar de detalhes como a decoração do quarto do bebê, os pais devem se preocupar com questões mais complexas, como o plano de saúde. Isso ajuda a evitar surpresas na hora do acompanhamento pré-natal e até mesmo do parto.

Antes mesmo de engravidar, é importante observar se o plano contratado ou a contratar abrange a cobertura ambulatorial e hospitalar com obstetrícia, isso garante a cobertura das despesas com exames, acompanhamento pré-natal e do parto, segundo explica o especialista Marcelo Alves, diretor da Célebre Corretora.

“Caso a futura mãe já tenha um plano de saúde que não abarque a obstetrícia, minha orientação é verificar a possibilidade de migrar para tal opção”, afirma.

Além dos procedimentos citados, o executivo destaca que essa cobertura assegura o atendimento ao bebê durante os primeiros 30 dias de vida. Esse direito é garantido ao recém-nascido no plano como dependente, isento do cumprimento de carência, desde que a inscrição ocorra no prazo máximo de até 30 dias após nascimento.

Atenção para carência

O especialista salienta ainda que os casais devem ter em mente que o prazo de carência previsto em lei para cobertura do parto é de até 300 dias, a partir da contratação. Portanto, antes disso, o convênio não é obrigado a garantir a cobertura do parto.

“A exceção fica por conta de situação de urgência ou emergência. Por exemplo, se o parto precisar ser realizado de forma antecipada por conta de alguma complicação da gestação que coloque em risco a gestante e/ ou o bebê, o convênio é obrigado a garantir a cobertura integral”.

Outros procedimentos

Ainda de acordo com Alves, para consultas, exames, internações e cirurgias, o prazo de carência é de até 180 dias e para os casos de urgência e emergência o prazo máximo é de 24 horas. “Lembrando que esses prazos citados, inclusive em relação ao parto, correspondem aos períodos máximos estipulados pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), portanto, os mesmos podem ser reduzidos pelas operadoras, com o intuito de tornar o plano mais atrativo para o cliente”.

Ingresso do recém-nascido no plano

Para que a inscrição do recém-nascido seja isenta da carência, o titular do plano deve ter cumprido o período de carência de 180 dias. “Caso esteja em carência, o bebê ainda terá direito de assistência e inscrição, porém deverá observar o prazo restante para o cumprimento da mesma”, informa.

Tipos de plano

Por fim, Alves destaca ainda outros pontos a serem observados. Segundo ele, os pais devem conhecer o tipo de acomodação oferecido pelo plano em caso de internação; o tipo de contratação, que pode ser individual/familiar, empresarial ou coletivo por adesão; e a avaliação de possibilidade de adotar a coparticipação, mecanismo no qual o cliente assume o pagamento de uma parte do valor da consulta ou do procedimento a ser realizado.




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