Saúde

Diagnóstico de asma, e agora?

Escrito por Redação

Doença assusta pais e mães e é cercada de alguns mitos; veja quais são

Da Redação

Bombinhas são a melhor forma forma de aplicar medicamentos para combater a asmas, diz especialista Foto: Leila Porto/Prefeitura de BH

Bombinhas são a melhor forma de aplicar os medicamentos, diz especialista Foto: Leila Porto/Prefeitura de BH

Chiado no peito, tosse, cansaço, dificuldade para respirar… bastou mudar o tempo que muitas crianças começam a apresentar esses sintomas. E pode ser asma. A doença, que assusta pais e mães, acomete cerca de 300 milhões de pessoas em todo mundo, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), também é cercada de mitos.

Ao receber o diagnóstico, a maioria dos pais e mães tem como principal preocupação a qualidade de vida dos pequenos. Mas, afinal, o que é mito e o que é fato em relação à doença?

Segundo especialistas do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo, além dos sintomas já citados – que incluem também dificuldade para mamar e de fazer atividades físicas – a asma é uma doença crônica caracterizada por uma inflamação nos brônquios.

Entretanto, as crianças acometidas pela doença devem levar uma vida normal, sem restrições. Dizer que uma criança que sofre de asma devem evitar gelados e andar mais agasalhada é um mito. “Os pais devem ter o mesmo tipo de cuidado com roupas adequadas para as temperaturas em relação às crianças que não sofrem com o problema”, garante a alergista e imunologista do Instituto Pensi, Fátima Rodrigues Fernandes.

Um grande mito acerca da asma, segundo afirma a especialista, é o de que as bombinhas fazem mal para o coração. A médica diz ainda que medicamentos por via inalatória são mais indicados para o correto tratamento da doença e, portanto, não fazem mal desde que administrados de forma correta.

“As bombinhas são a melhor apresentação para aplicação de medicamentos na asma, desde que seu uso seja indicado e monitorado pelo médico. Ela age diretamente no órgão-alvo (os pulmões), ocasionando menos efeitos colaterais do que os medicamentos de uso sistêmico”, esclarece.

E será que elas viciam: “A medicação via inalatória bem orientada não causa qualquer dependência física ou psicológica do paciente”, completa a pediatra.

A especialista diz ainda que a prática de exercícios físicos também é recomendada para as crianças que sofrem do mal. Os exercícios aeróbicos ajudam a melhorar o condicionamento físico e fazem com que as atividades físicas sejam grandes aliadas do tratamento.

Exame

Fátima diz ainda que o exame para diagnosticar a asma é simples. “Ele é feito principalmente pelos dados da história clínica e exame físico do paciente. Em crianças maiores de cinco anos, a prova de função pulmonar pode complementar o diagnóstico. É muito importante determinar as causas da asma para definir medidas preventivas eficazes. Nas crianças, a maioria dos casos tem um fundo alérgico e isso pode ser esclarecido por meio de alguns testes na pele ou no sangue”, finaliza a pediatra.




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