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Dor de cabeça em criança é comum e deve ser tratada

Escrito por Marielly Campos

A cefaleia raramente apresenta riscos, mas pode comprometer a qualidade de vida dos pequenos

Da Redação

Apenas 5% das cefaleias representam um sintoma de alguma outra doença – Foto: Mandyme27/Pixabay

A cefaleia, ou dor de cabeça como é popularmente conhecida, é uma das queixas muito comuns entre crianças nos consultórios pediátricos e pronto-atendimentos. Na maioria das vezes, segundo explica o pediatra Marco Aurélio Safadi, ela não representa uma doença complicada.

Safadi, que é professor de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenador da Equipe de Infectologia Pediátrica do Hospital e parceiro da Nuk, afirma ainda que “apenas 5% das cefaleias são secundárias, ou seja, representam um sintoma de alguma outra doença, exigindo um tratamento específico”, diz.


A principal forma de cefaleia crônica encontrada na infância é a enxaqueca, seguida pela cefaleia tensional, que acontece pela tensão ou contração exagerada de grupos musculares do pescoço, ombros, couro cabeludo e face.

Mesmo que raramente traga riscos para a criança, o pediatra afirma que as dores não podem ser negligenciadas. “A cefaleia pode exigir tratamento contínuo já que a frequência e a intensidade das dores podem atrapalhar as atividades escolares e de lazer”, diz o médico.

Enxaqueca

Para auxiliar nos cuidados da criança que sofre de enxaqueca, é preciso tentar caracterizar a intensidade da dor, o horário em que ela acontece, sintomas associados e fatores desencadeantes. Isso, segundo o especialista, ajuda a caracterizar o tipo de cefaleia.

“A criança pode apresentar fatores desencadeantes como a ingestão de determinados alimentos, jejum prolongado, sono excessivo, privação de sono, esforço físico, uso de medicamentos, dentre outros”, explica Safadi. “Na enxaqueca, por exemplo, é frequente a ocorrência de náuseas, vômitos, dor abdominal, incômodo à luz ou ao barulho, palidez e sudorese, dentre outros. Além disso, devemos nos atentar ao uso abusivo de analgésicos, que podem ser responsáveis pela cronificação de cefaleias episódicas”, completa.

A enxaqueca, em geral, dura até 72 horas e pode ser sentida em qualquer lugar no crânio, mas principalmente na fronte ou dos lados. Tontura, náuseas ou vômitos, incômodo à luz e ao barulho são sintomas muito comuns e podem variar conforme a idade.

Falta de óculos?

O pediatra diz que dizer que os problemas visuais sejam uma importante causa da cefaleia é um mito ainda muito comum. São os fatores genéticos, psicológicos e ambientais que influenciam fortemente a expressão da cefaleia na infância.

“O tratamento deve ser individualizado conforme as características e intensidade do problema, visando melhorar a qualidade de vida da criança e da sua família”, finaliza o médico.







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Marielly Campos

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