Saúde Higiene e Cuidados

Febre? E agora?

Escrito por Marielly Campos

Pediatra ensina como lidar com a febre e fala sobre o momento certo de levar os pequenos ao pronto-socorro

Da Redação

Pediatra ensina que é é necessário verificar a frequência e intensidade da temperatura - Foto: Steinchen/PixaBay

Pediatra ensina que é é necessário verificar a frequência e intensidade da temperatura – Foto: Steinchen/PixaBay

De repente, você percebe que o bebê está quentinho. Coloca a mão na testa, checa a temperatura: é febre. E agora? Calma, antes de sair correndo para o pronto-socorro, é preciso entender o que significa essa variação de temperatura e os motivos reais que fazem com que o corpo se manifeste desta forma, segundo explica a pediatra Priscila Zanotti Stagliorio.

Também conhecida como pirexia, a febre é caracterizada por meio da elevação da temperatura do corpo humano para limites superiores aos considerados naturais, entre 36ºC a 37,3ºC. “Quando esse valor é acima de 37,7 ºC, por exemplo, consideramos estado febril. Já 38ºC ou mais, pode ser indício de alguma infecção ou inflamação”, explica a pediatra.

Mantenha a calma! A especialista diz, entretanto, que não é preciso entrar em desespero, medicando a criança imediatamente. “A febre não é uma doença, é considerada uma reação de defesa do organismo contra quaisquer possíveis agentes infecciosos que tentam ‘invadir’ o nosso corpo”, complementa.

Causas

“A manifestação da febre pode decorrer de muitos fatores e é necessário verificar a frequência e intensidade da temperatura”, reforça Priscila. Segundo ela, observar o estado geral da criança – se está comendo, brincando, tomando água, etc. – é a primeira tarefa. Depois disso, os pais devem entrar em contato com o pediatra que acompanha o pequeno via telefone, e-mail ou mesmo durante uma avaliação presencial em consulta normal para orientações sobre medicação e cuidados essenciais.




“Lembre-se: o protocolo adotado para atendimento em pronto socorro infantil sempre será para três dias seguidos de febre intensa (acima de 38ºC) e apatia nas condições gerais do paciente, salvo históricos de convulsão”, ressalta.

A recomendação de não correr ao pronto-socorro antes de observar essas questões também tem ligação com a saúde dos pequenos. Os especialistas alertam que nestes locais, de emergências, existem bactérias que podem ser repassadas de criança para criança. “Evitar o contato com novas possíveis doenças sempre é bom, especialmente se a imunidade está baixa”, diz Priscila.

Variações

As variações da febre vão, em geral, de 35ºC a 41,2ºC ou mais. Veja abaixo:

35ºC ou menos: hipotermia;
36 a 37,5: normal
37,5 a 39,5: febre
39,5 a 41: febre alta
41,2 ou mais: hipertermia

A pediatra ensina ainda que a idade da criança interfere nas orientações a serem seguidas.

Veja abaixo as dicas da pediatra para cada fase:

• Em qualquer idade, quando existe febre acompanhada de delírios, confusão mental, alucinações, pescoço rígido, vermelhidão no corpo e convulsões, fale imediatamente com o pediatra para orientações sobre ir ao pronto socorro

• Crianças menores de três meses, em estado febril (37,5ºC), sempre verifique o excesso de roupa e depois ligue para o/a pediatra

• Crianças com idade entre três a seis meses, com temperatura superior a 37,5ºC acompanhada de sintomas como tosse, choro e dor, entre em contato com o/a médico para receber orientações

• Crianças entre seis e 12 meses, com temperaturas acima de 38ºC, também com outros sintomas como, por exemplo, dor de garganta, dores no corpo, etc., fale com o/a pediatra

• Crianças com idade acima de um ano e com dificuldades para se alimentar, dormir ou brincar por mais de 24 horas, ligue para o/a médico e verifique se há necessidade ações especiais

• Nunca medique a criança sem orientação de um médico/a e em caso de alergia da medicação, é importante recorrer ao pronto socorro infantil para atendimento de emergência




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Marielly Campos

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