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Hora das refeições não precisa ser uma batalha; veja dicas

Escrito por Marielly Campos

Pediatra ensina a manter uma relação saudável com a alimentação

Da Redação

Momento das refeições deve ser prazeroso tanto para a criança quanto para quem oferece – Speaknow/Pixabay

Chegou a hora da refeição e, para muitas famílias, começa também uma verdadeira batalha. Claro, há aquelas casas onde corre tudo bem: os filhos aprendem e se divertem enquanto comem. “São dois contrastes que todos nós estamos suscetíveis a vivenciar e não importa a idade da criança, podem ocorrer uma ou mais vezes na vida deles”, explica a pediatra Priscila Zanotti Stagliorio.




Os cuidados com a alimentação das crianças começam ainda quando elas estão sendo geradas. Quando a mãe se alimenta, ela transmite seus nutrientes pelo cordão umbilical ao bebê. Após o nascimento, os hábitos alimentares dos pais servem como exemplo, sobretudo entre os dois e três anos de idade.

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“A partir desta idade, começam as influências externas como, por exemplo, na escola, no grupo de amigos, familiares, mídia. É importante, antes de tudo, estabelecer um bom relacionamento para o momento da alimentação ser prazeroso (no sentido de sem estresse) para ambos – criança e quem a alimenta”, explica a médica.

Para isso, Priscila diz que é importante ter uma rotina e um ambiente propício. Outra dica da especialista é evitar os julgamentos – não vale julgar ou aplaudir os pais ou cuidadores responsáveis pela alimentação dos pequenos.

A pediatra, que é mãe da Lara, de dois anos, revela que busca sempre observar a fome e a saciedade da filha. Não forçar a criança comer e esperar ela demonstrar sua fome para dar a comida – de forma balanceada – também estão entre as sugestões. O ideal é não forçar ou insistir depois que a criança diz que não quer mais.

Após as refeições, ela oferece uma fruta. “Mesmo se a criança comer pouco, mais tarde ofereça a mesma comida ou uma fruta. Está funcionando e sem estresse nenhum aqui em casa e com algumas crianças e mamães, também, que vão ao meu consultório”, diz a médica.

Veja abaixo algumas dicas para ajudar a criança a comer melhor:

– Até os seis meses de idade da criança, ofereça apenas leite materno ou complemento indicado pelo pediatra.
– Continue o aleitamento materno até os dois anos de idade ou mais.
– Após os seis primeiros meses, comece o processo de introdução de alimentos indicados pela pediatra ou nutricionista, seguindo uma rotina e cuidados para que a criança entre em contato afetivo com quem a alimenta. Neste aspecto, é importante estabelecer um vínculo positivo para que o momento de comer seja algo positivo.
– Oferecer variedade de alimentos nutricionais de acordo com as necessidades da faixa etária, com legumes, verduras, carnes, aves, peixes, etc.
– Oferecer maior quantidade de líquidos, como suco natural e água.
– Evite açúcar e refrigerantes antes dos dois anos, não são saudáveis e a criança pode perder o interesse por alimentos saudáveis.
– Procure consumir alimentos orgânicos, que além de serem mais naturais, não possuem agrotóxicos e outros procedimentos químicos de conserva.
– Evite, também, produtos industrializados e com muitos conservantes como salsichas, enlatados, com muito sal, etc.
– Respeite cada etapa de vida da sua criança, sobretudo, o tempo em que ela leva para alimentar-se e responder ao estimulo oferecido – seja pela mãe, pelo pai ou cuidador em geral.

“O que vai fazer a diferença e resultar em ações positivas na hora da refeição está na maneira em como se alimenta e em como se interage com a criança. É fundamental estabelecer uma relação de carinho e de sensibilidade para com ela, pois desta maneira, além estreitar os laços afetivos, você estará ensinando com amor e dedicação como alimentar-se saudável”, finaliza a pediatra.








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Marielly Campos

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