Saúde Higiene e Cuidados

Não é mito! A primavera traz doenças infectocontagiosas e viroses

Escrito por Marielly Campos

Pediatra dá dicas de como prevenir e faz uma lista com os males mais comuns nesta época do ano

Da Redação

O ideal é procurar um pediatra para o diagnóstico preciso - Foto: Unsplash/Pixabay

O ideal é procurar um pediatra para o diagnóstico preciso – Foto: Unsplash/Pixabay

A chegada da primavera ainda não completou um mês e com certeza você já ouviu diversos relatos de surtos das chamadas doenças infantis – alguns casos podem ter acontecido, inclusive, na sua casa. Dizer que a estação das flores traz consigo diversos males aos pequenos não é mito.

Segundo a pediatra Priscila Zanotti Stagliorio, nesta época do ano aumenta o contágio de alguns vírus, como a caxumba, a varicela (catapora), rinite, conjuntivite, rubéola, sarampo e asma, tanto em adultos, como em crianças.

“Para evitá-las, é necessário, antes de qualquer coisa, manter as vacinas em dia e adotar alguns cuidados básicos para minimizar possíveis infecções. Lembre-se que muitas doenças, infelizmente, ainda não possuem vacinas, então procure sempre orientações com seu pediatra para não praticar automedicação e diagnósticos errados por indicação de não especialistas”, esclarece a especialista.

Uma das causas, explica a médica, é a presença do pólen das flores no ar, e pode causar coriza, espirros, coceira e obstrução nasal. “A garganta e olhos ficam mais irritados e, para os alérgicos, isso é um problema. Costumo, ainda, alertar os pais sobre esta estação, que devido à baixa umidade do ar e as mudanças repentinas de temperatura, é preciso ficar atento aos primeiros sinais de quaisquer possíveis infecções”, diz Priscila.

Para amenizar, a médica ensina que é preciso evitar ambientes fechados e com aglomerações. Em casa, além de manter os locais arejados, pode-se usar toalhas molhadas e umidificadores de ar para abaixar o pó e melhorar a respiração. Utilizar o álcool gel é outra boa medida para higienizar as mãos, brinquedos e locais compartilhados pelas crianças como na escola, por exemplo.




Abaixo, Priscila dá algumas dicas para que se possa aproveitar ao máximo e com saúde os dias mais coloridos do ano:

– Procure o pediatra para esclarecer dúvidas e para diagnósticos precisos
– Mantenha os locais arejados, limpos e com umidificadores de ar (bacia com água – em locais onde a criança não possa alcançar, toalha molhada ou aparelhos apropriados para este fim)
– Nunca divida copos, chupetas e mamadeiras entre as crianças
– Não exponha a criança com outras no caso dela estar doente, especialmente na escola. Em geral, a incidência de casos de infecção viral, comuns desta época do ano, acontecem em crianças entre três e sete anos
– Ofereça muita água e líquidos (sucos e chás) para hidratar e manter o corpo em equilíbrio, pois a pele também pode apresentar ressecamento e rachaduras devido ao vento e tempo seco
– Utilize soro fisiológico para hidratar as narinas e os olhos, pelo menos duas vezes ao dia
– Para crianças com quadros de asma, bronquite e rinites, além de todos os cuidados citados, retire cortinas, bichos de pelúcia, tapetes e objetos que acumulem pó na casa e nos principais locais em que costumam ficar

A médica também organizou uma lista com as principais doenças desta estação e seus sintomas. Veja:

– Roséola: com incidência entre 0 e 1 ano, inicia com febre alta e é transmitida pela saliva. A infecção é causada pelo vírus do herpes humano tipo 6 (HVH-6) e 7 (HVH-7). Os sintomas são febre alta entre 3 e 4 dias, coriza, falta de apetite, erupções no tronco que se expandem na direção do pescoço e nas extremidades podendo sumir em algumas horas ou em até três dias
– Escarlatina: é comum em crianças na idade escolar e derivada da bactéria Estreptococo Beta Hemolítico do grupo A. Os sintomas são dores no corpo, garganta, barriga, cabeça, erupção cutânea, mal-estar, náuseas e vômitos
– Varicela (catapora): é causada pelo vírus Herpesvirus Varicellae e acomete mais crianças do que outras faixas etárias. Os sintomas são febre, dores de cabeça, cansaço, falta de apetite e aparecimento de bolhas avermelhadas e ou feridas na pele, sendo o rosto e tronco os mais afetados
– Caxumba: transmitida por contato direto com gotículas de saliva e ou pertences de pessoas infectadas pelo vírus Paramyxovirus, provoca dores musculares, calafrios, febre, fraqueza e dificuldade em mastigar ou engolir
– Rinite alérgica: provocada por diversos fatores, chamados de alérgenos, causa reações diversas como, por exemplo, nariz entupido, secreção clara, irritação e coceira nasal
– Conjuntivite viral: altamente contagiosa, é provocada a partir de agentes tóxicos, alergias, bactérias ou vírus. Os sintomas são olhos vermelhos, coceira, irritação e lacrimejamento
– Rubéola: derivada do Rubella Vírus, o contágio se dá por meio de espirro ou tosse, transmitida de pessoa para pessoa. Também, pode ser passada de mãe para filho ainda na gestação. Os sintomas são erupções vermelhas na pele, febre, dores musculares e mal-estar constante
– Sarampo: transmitida pelo vírus Morbillivirus, passa de pessoa para pessoa por meio de saliva (tosse, espirros e fala) e secreções nasais. Os sintomas são exantemas (pequenas erupções) na pele de cor avermelhada, mal-estar, dores de cabeça e inflamação das vias respiratórias com catarro
– Asma: causada por inflamação crônica das vias aéreas, se manifesta a qualquer sinal de irritação. Os sintomas são tosse, chiado, cansaço e falta de ar




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Marielly Campos

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