Saúde Higiene e Cuidados

Pediatra dá dicas para o uso do repelente em crianças

Escrito por Marielly Campos

 

Veja quais os cuidados você deve ter para escolher o produto ideal para os pequenos 

Da Redação

É preciso levar em conta que cada criança é única e pode apresentar reações alérgicas – Walter Campanato/ABr

Surtos de Zika vírus, dengue e outras doenças causadas por mosquitos são mais comuns nos dias de calor. Nos dias mais quentes e úmidos da primavera e do verão, a reprodução e proliferação de insetos acontecem em grande escala. Isso preocupa pais e também os médicos, segundo explica a pediatra Priscila Zanotti Stagliorio.



A especialista afirma que é preciso prevenir os pequenos. “Como diz o ditado popular ‘prevenir para não remediar’. É bom manter os ambientes limpos, arejados, evitar brinquedos espalhados, sujos e ou empilhados (sem uso) em um canto qualquer para evitar criadouro e esconderijo de insetos”, diz.

O repelente de uso tópico, aplicado diretamente na pele, seja em pomada, gel ou spray também é recomendado. No entanto, é preciso escolher o produto certo. Segundo a pediatra, é preciso levar em conta que cada criança é única e pode apresentar reações alérgicas a algum componente da fórmula. Por isso, ela afirma que o ideal é consultar um especialista para receber orientações.

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“Uma consulta presencial permitirá que você receba orientações sobre os diferentes princípios ativos e dicas de como aplicar. Lembre-se, o pediatra, assim como você, conhece o histórico da criança e pode ajudar a identificar o que é melhor para evitar problemas futuros”, ensina.

Veja abaixo as dicas da pediatra sobre uso e escolha do produto ideal:

Como usar

Muitos profissionais indicam o uso de repelentes em crianças a partir dos seis meses de idade, especialmente porque a pele da criança ainda é muito sensível e pode (facilmente) ter reações alérgicas e tóxicas. Sempre converse com o seu médico e exponha os seus planos de viagem e passeio, comente sobre a região e possíveis riscos de surtos de doenças provocadas por insetos como, por exemplo, o zika vírus e a dengue, comum no verão, e acate o que ele lhe disser.

Como escolher

Certifique-se que o produto pode ser usado em determinadas faixas etárias e tipos de pele, pois há diferenças entre os princípios ativos comuns indicados. O “IR 3535” é aconselhado pelo pediatra a partir dos seis meses, já o Icaridina e DEET é recomendado em crianças de dois a 12 anos. Não existem estudos comprovados sobre o uso de sustâncias naturais, assim como o período de ação proposto por elas, que geralmente é inferior.

A médica fez ainda uma lista dos principais insetos vetores de doenças. Veja:

Mosquitos – existem muitas espécies espalhadas pelo Brasil, entre algumas muriçocas, borrachudos e pernilongos. Além da coceira insuportável (principalmente nas crianças), podem provocar doenças gravas como leishmaniose, malária, filariose (elefantíase), difteria, febre paratifoide e himenolepíase.

Mosquito Aedes Aegypti – transmite dengue, zika vírus, febre amarela e chikungunya e somente a fêmea pica e ela precisa do sangue para que os seus ovos possam se desenvolver e as larvas crescerem até tornarem-se mosquitos.

Moscas – se alimentam de matéria orgânica como, por exemplo, comida (evite deixar panelas, pratos e alimentos expostos) e lixo (mantenha latas, sacos plásticos e recipientes que armazenam restos de alimentos bem fechados e limpos a descarte). Entre as doenças, transmite disenteria, cólera, amebíase, poliomielite, giardíase, tuberculose, febre tifoide e paratifoide.

Formigas – são várias espécies que convivem com os seres humanos e podem transmitir bactérias, protozoários, fungos e vírus. Também, são responsáveis por doenças patogênicas (que causam a infecção hospitalar), amebíase e giardíase.

Baratas (alemã – Blattella germânica, e a de esgoto – Periplaneta americana) – são comuns nos perímetros urbanos e carregam doenças como hepatite A (por meio de contato em objetos, alimentos e água), febre tifoide que é causada pela Salmonellatyph (transmitida também por meio de alimentos e água contaminada, além de um beijo do bichinho), tuberculose, conjuntivites, infecções urinárias, lepra e pneumonia, por isso é sempre bom ficar atento em proteger os alimentos.





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Marielly Campos

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